segunda-feira, 11 de março de 2013

Ei querida, você é poser.

 Ei querida, você é poser. E do pior tipo. Pseudo-intelectual de merda. 

"Poser é um termo pejorativo, usado frequentemente nas subculturas punk, metal, gótico, entre outros, para descrever "uma pessoa que finge ser algo que ela não é", copiando vestimentas, vocabulário e/ou maneirismos de um grupo ou subcultura" (retirado da Wikipedia).


E não é que a gente pode se enganar demais com as pessoas? Até mais do que a gente imaginava. De repente você descobre que até vergonha do seriado que assiste a pessoa tem. E pensa muito em cada postagem que vai fazer. E faz questão de parecer super madura e intelectual.

E não pode assistir seriados, escutar musicas que não sejam clássica ou ópera. E não pode vestir tal roupa porque não vai parecer séria. E tem que parecer santa e ser (ou se fingir) virgem porque "mulher tem que se valorizar". 

E é a única que entende de literatura, porque só os clássicos é que podem ser considerados. E Clarice Lispector? Ninguém pode achar que entende porque só ela sabe o que veio antes e estava dentro de Clarice pra saber o que ela quis dizer. E é uma ofensa você falar de algo sem conhecer seu cerne. E filmes também só valem os clássicos. "Ai, o cinema francês". 

E você só pode escrever se for bem articulado. Caso contrário, mantenha-se calado. Porque é assim que intelectuais fazem. E se sente especial e única no mundo porque ninguém é tão boa e refinada quanto ela. Ah, e mulher não pode falar palavrão porque isso a torna masculinizada (FUDEU!).

E não pode ser feliz. Porque é preciso parecer algo para a sociedade e para isso cria tantos personagens que já nem sabe mais quem é. Ou sabe e tem tanta vergonha de ser que prefere fingir. 

Primeiro considerei digna de pena, depois desprezível, abjeta. Agora? Acho graça.

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