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domingo, 20 de dezembro de 2015

Bazar da gratidão


Pensa em uma coisa que te deixa tão feliz e leve que você nem consegue dormir direito no meio de tanta empolgação?

Foi assim o primeiro bazar da gratidão para mim. Reunir amigas em uma tarde de comilanças, desapegos e coisas "novas" pra renovar o guarda roupa. 

Vi isso em algum dos blogs sobre minimalismo que gosto de ler e pensei: por que não? A princípio fiquei insegura... As pessoas animariam fazer uma coisa dessas? Não sei se todo mundo topa pegar para si roupas que já foram de outras pessoas... Eu sempre tive esse hábito, então pra mim não seria problema. Quando criança sempre ganhava roupas usadas de primas mais velhas, na adolescência isso também acontecia com frequência. Mas será que para as outras meninas não seria estranho? 


Andreia animou tanto quanto eu! Organizamos e foi tudo muito mais sucesso do que eu imaginava! Apenas duas que chamamos não puderam ir. 

Foram 10 mulheres incríveis reunidas para desapegar, comer, conversar, comer, comer e desapegar. Sim, porque comida não faltou! E nem coisas para irem para novas mãos, corpos e mentes! 

Simplesmente não tenho palavras para descrever a sensação de poder fugir um pouco da roda de consumismo, de poder encontrar pessoas tão dispostas quanto eu a trocar e parar de guardar coisas que não fazem mais sentido para si e que podem ganhar novo sentido para outras pessoas. Sim, foi uma das experiências mais incríveis e gratificantes da minha vida! Ver que é possível sim encontrar alternativas ao capitalismo selvagem! 


Outro dia estava lendo sobre o quanto o descarte de tecidos é complicado e polui o ambiente. Eu não acho que nenhuma de nós simplesmente jogaria tanta coisa boa no lixo... Eu mesma faço doações bem frequentes de coisas que não quero mais. Porém é bom saber que existem mais alternativas do que a gente imagina pra tentar prejudicar um pouco menos nossa mãe Terra.

No final das contas, só posso dizer que estou feliz. Extremamente feliz! Não só porque "ganhei" coisas novas incríveis (e sim, embora eu não seja consumista, é bom poder renovar o guarda-roupa de vez em quando... sem gastar dinheiro e sem contribuir com o mercado é um milhão de vezes mais gostoso), mas por ver que existem pessoas tão dispostas quanto eu a fazer as coisas de uma maneira um pouco diferente. Aos poucos a gente pode ir mudando um pouquinho o mundo!

Obrigada, meninas, pela tarde incrivelmente leve e deliciosa que passamos juntas no nosso primeiro bazar! Gratidão enorme a vocês e ao Universo por ter colocado cada uma em minha vida! Obrigada, obrigada, obrigada! 

Namastê!


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Meditação e Yoga


Amanhã vai fazer um mês que eu recomecei a fazer yoga diariamente e comecei a fazer meditações guiadas (também diariamente). Resolvi falar sobre isso porque tem me feito um bem enorme e sei que pode fazer bem para outras pessoas. 

Estou numa fase bastante difícil da minha vida. Recém-formada, ainda não consegui emprego e não quero ficar tendo que receber ajuda dos meus pais por muito tempo mais. Quero minha independência financeira assim como consegui minha independência emocional em 2014. 

Essa poderia ser a receita da ansiedade e até de um certo desespero. Mas graças à yoga e à meditação tenho conseguido me manter bastante equilibrada e tranquila com tudo que tem acontecido e que possa vir a acontecer nos próximos dias e até meses. Inclusive recebi alta do meu analista, coisa que em um momento como esse poderia ser complicado. 

Enfim, escrevo tudo isso para que você que está em um momento ruim, possa buscar uma forma de se manter tranquilo, em paz consigo mesmo e com o mundo, estar verdadeiramente no momento presente e, ao mesmo tempo, construindo um "eu" mais sereno para o seu futuro.

E para você que já está em um momento tranquilo e feliz recomendo yoga e meditação da mesma forma. Nunca é demais buscar paz e autoconhecimento no dia-a-dia.

Namastê.

:)

domingo, 16 de novembro de 2014

Falta de tempo?!


Esta semana tomei uma decisão importante: não alego mais falta de tempo pra ninguém a não ser que seja estritamente necessário. Sei que já escrevi sobre isso outras vezes, mas nessa sociedade tão rápida e em que o que vale é estar sempre ocupado, nunca é demais lembrar que o que importa mesmo na vida são as pessoas. 

Todo mundo está tão preocupado em parecer ocupado e demandado o tempo inteiro que esquecem de olhar o outro. Sinceramente? Eu não acho que seja falta de tempo. É tudo questão do que priorizamos e do que não nos importa tanto. Não sou dessas que fala que se uma pessoa não te procura ou não tem tempo pra você significa que ela não se importa com você. Não necessariamente. Pode até ser que se importe. Mas se a moda do momento é estar sempre com a agenda cheia, muita gente se inclina a isso como se fosse o certo a fazer. Essas pessoas podem não ter se esquecido só de você. Muitas vezes elas também se esqueceram de si mesmas.

Sabem, carreira é importante, ser bem sucedido, construir a vida que se deseja. Mas o que importa de verdade na vida não é nada disso. Quando você morrer ou estiver quase morrendo, nada disso vai ser relevante. É por isso que disse diversas vezes e repito: o que importa na vida são as pessoas, são as relações que construímos com o outro. 

Acredito que cada um de nós está no mundo para ser feliz. Não acredito que a felicidade não seja deste mundo. Acredito que ela é. Mas o problema é que a maioria busca nos lugares errados: busca nas coisas, no ter. Quando na verdade a felicidade estar em ser: está dentro de cada um. E não nos esqueçamos que o outro deve estar dentro da gente. É por isso que além de dentro de nós, ela está no outro: em amar o outro, em construir relações felizes em todos os âmbitos. 

O mundo é um lugar incrível! Quando você interioriza isso em cada cantinho é possível encontrar felicidade. Em cada pequeno ser da natureza, porque o outro não é só o humano. Tudo o que existe na natureza é de uma beleza e perfeição indescritíveis. Talvez se olharmos mais para isso, se deixarmos a falta de tempo de lado e nos tornarmos pessoas observadoras e que se importam com o outro (no sentido mais amplo possível), possamos ser cada dia mais felizes - e sem nos importarmos tanto com as coisas materiais (lógico que existe um "mínimo existencial", mas qualquer coisa além disso é um tanto desnecessária - taí um assunto pra outro post). 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Objetivos para 2013


A ideia de registrar as tais "resoluções de final de ano" tem por objetivo me obrigar a cumpri-las. Porque se todo mundo souber, parece que assumo um compromisso. Mesmo que poucas pessoas leiam, eu vou saber que alguém leu e pra que eu seja uma pessoa de palavra, vou ter que cumprir. Hahaha

Então vamos a elas:

  • Estudar as áreas que me interessam (especialmente Direitos Humanos e Direito Internacional - Direito Constitucional também, se minha monografia for mesmo sobre o que tenho pensado).
  • Viajar!!!! 
  • Ficar mais tempo offline (ou seja, PRECISO "desviciar" do maldito facebook! É um atraso de vida ficar naquilo o dia todo).
  • Continuar com esse blog, que é meu xodózinho (e em Janeiro faz um aninho! Primeiro blog meu que dura. Rs).
  • Me tornar cada dia mais minimalista (é o fim da compra de supérfluos e do cultivo de sentimentos desnecessários!).
  • Começar o bendito Yoga.
  • Fazer mais exercícios. 
  • Estudar fotografia!
  • Ir à Machu Pichu.
  • Ler cada vez mais (literatura!)
  • Continuar minhas leituras em blogs sobre minimalismo, feminismo, fotografia e blogs literários. 
  • Trabalhar minha paciência com pessoas que são diferentes de mim.
  • Fazer minha poupança ficar o mais gorda possível (pra viajar! rs).
  • Me dedicar ao que considero mais importante nessa vida que são as relações que estabelecemos com os outros. 
  • Comprar um Kindle ou iPad (vale colocar desejos consumistas em resolução de ano novo?)
  • Praticar consumo consciente (não comprar marcas que utilizam trabalho escravo e  nem que fazem testes em animais).
  • Me tornar uma pessoa melhor (ambicioso esse. hahahaha).

A maioria dessas resoluções não parecem difíceis e muitas delas são apenas continuação do que já faço. Nada de resoluções mirabolantes e "incumpríveis"!


E que venha 2013! 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Eu não vou me render às engrenagens do mundo.


O mais importante na vida são as relações, os laços que criamos com as outras pessoas. Todos nós precisamos parar. Parar com a correria, com a necessidade de acumular dinheiro, bens, sentimentos ruins. Precisamos parar também de nos comparar com o outro. Os caminhos do outro são exclusivamente dele. Não podemos traçar nossa vida com base nisso. Cada um sabe o que faz o próprio coração pulsar, cada um sabe o que almeja para si, ainda que não saiba como alcançar isso. E se a gente não sabe exatamente o que quer, está tudo bem também. Muitas pessoas passam a vida sem saber e vivem vidas infelizes, fazendo coisas que não significam nada para elas além de uma fonte de sustento. Então, para nós, que somos jovens, vale muito mais ir traçando nossos caminhos lentamente e descobrindo o que nos fará felizes. Eu não sei você, mas não quero simplesmente ser uma pessoa que acumula. Pelo contrário. Eu quero SER e não ter. O mundo já dá valor demais ao ter. Eu não preciso dar também. 

Eu não sei porque estou escrevendo isso. Hoje o dia me rendeu uma ótima conversa. Por isso estou aqui. Pra tentar colocar em palavras tudo aquilo que me vai no coração quando penso em futuro. Já fui muito angustiada com isso. Como se o futuro profissional fosse a única coisa importante na vida. E não é. Está longe de ser. Como disse no começo, o que conta mesmo, o que vamos levar com a gente depois que morrermos, são os laços que criamos, as pessoas que passaram pela nossa vida e o que pudemos fazer por elas e junto com elas. 

Então, de nada adianta ter um futuro profissional brilhante, se você não souber cativar pessoas. E quando cativamos de verdade alguém, temos aquilo pra vida inteira. E se for verdadeiro, é isso que vai nos fazer levantar quando necessário. 

Esta ficando tudo meio confuso. É que meu pensamento não está linear. Só gostaria de dizer, que o mais importante na vida é mantermos o nosso coração sereno. Quando ele está assim, as portas começam a se abrir. Quando temos a capacidade de fechar os olhos e enxergar de olhos fechados, é aí que está o segredo. É só assim que encontramos nossos caminhos. 

Não é fácil viver acreditando nisso. Por vezes, o mundo parece que vai nos engolir. Mas é preciso. Do contrário, corremos o risco de ficar infelizes como a maioria das pessoas parece ser. E eu não desejo isso nem pra mim e nem pra ninguém que me cativou. O mundo pode tentar nos destruir, pode tentar nos colocar na roleta russa da vida pra ver se a gente sobrevive, mas se não acreditarmos que esses valores estranhos que têm vigorado no mundo são o que importa, esse mundo não vai conseguir nos deter. Precisamos de sonho. Sempre. Por isso, o que eu desejo, é que você nunca perca a capacidade de sonhar. 

Eu não vou me render às engrenagens do mundo. E torço para que você também não se renda.


Texto dedicado à Priscilla.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Leveza, felicidade e esperança.


Tenho cada dia mais certeza da verdade contida nessa frase. E isso me traz uma leveza deliciosa. Essa certeza de que estou buscando o meu caminho independente do que qualquer pessoa pense disso. Estou feliz. Estou cheia de esperança. Acredito no poder que o Universo e todas as suas energias têm de fazer as coisas acontecerem. Alguns chamam isso de Fé em Deus. Eu não sinto necessidade de nomear. O importante mesmo é que estou bem. Acredito no meu potencial de fazer acontecer e acredito, também, que quando o propósito é bom, tudo conspira pra que dê certo. Leve, feliz, esperançosa, esse é meu estado de alma na atual fase da minha vida.

:)

domingo, 26 de agosto de 2012

Uma experiência: de "cara lavada".


E já que o Miscelânea é sobre o que eu quiser que seja, estou aqui pra contar uma experiência: decidi abandonar a maquiagem por um mês e tem uns 15 dias que estou nessa. Saio todos os dias de "cara lavada", nem olheiras eu tento esconder (só o protetor solar que não pode faltar, né, gente? Isso não é capricho. Rs). O motivo? Um pouco de preguiça, um pouco de vontade de ver como seria.

Acho um saco essa coisa de se maquiar todos os dias e tirar tudo antes de dormir. E aí eu era mestre em dormir de maquiagem. O resultado que eu veria no futuro se continuasse assim certamente não me agradaria.

E não é que gostei (e muito!) de abandonar a queridinha da maquiagem? Sim, ela nos deixa mais belas. Mas também nos dá um trabalho danado. É uma delícia chegar em casa e só lavar o rosto com sabonete, sem nenhum trabalho extra.

Mas pra ser sincera, o mais legal disso tudo não é o tempo que ganhei pra ler meus livros e observar o que é lindo nesse mundo. O mais legal mesmo foi ter que me acostumar comigo mesma. Não dava pra ficar sem maquiagem e me olhar no espelho pensando que tenho "cara de minhoca" quando estou sem lápis de olho. A expressão fica por conta da minha mãe. Rs No fim das contas, acabei me achando bonita sem precisar cobrir defeito nenhum. Simplesmente sendo eu mesma.

Pode parecer exagero, mas não é. De fato, depois desses 15 dias, eu me sinto mais confiante ao me olhar no espelho. Me sinto mais "Eu" e mais próxima da pessoa que quero ser. Se eu pudesse dar um conselho de beleza para as minhas amigas seria este: abandonem a make e comecem a gostar mais de vocês como são. O resultado é lindo.

Depois que esse projeto de um mês terminar, a minha ideia é não abandoná-lo. Nada de maquiagem todos os dias porque eu continuo preguiçosa. E acho que cada vez mais quando o assunto é estético. Mas eu continuo tendo minhas paletas e corretivo e base e rímel. Aí eu posso usar quando for a uma festa ou sair a noite. E só. Porque no dia-a-dia serei só Eu, de "cara lavada", com "cara de minhoca" ou não. Mas Eu. Sempre. E agora não estou falando apenas de maquiagem.

A experiência vale muito a pena! :)