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domingo, 20 de dezembro de 2015

Bazar da gratidão


Pensa em uma coisa que te deixa tão feliz e leve que você nem consegue dormir direito no meio de tanta empolgação?

Foi assim o primeiro bazar da gratidão para mim. Reunir amigas em uma tarde de comilanças, desapegos e coisas "novas" pra renovar o guarda roupa. 

Vi isso em algum dos blogs sobre minimalismo que gosto de ler e pensei: por que não? A princípio fiquei insegura... As pessoas animariam fazer uma coisa dessas? Não sei se todo mundo topa pegar para si roupas que já foram de outras pessoas... Eu sempre tive esse hábito, então pra mim não seria problema. Quando criança sempre ganhava roupas usadas de primas mais velhas, na adolescência isso também acontecia com frequência. Mas será que para as outras meninas não seria estranho? 


Andreia animou tanto quanto eu! Organizamos e foi tudo muito mais sucesso do que eu imaginava! Apenas duas que chamamos não puderam ir. 

Foram 10 mulheres incríveis reunidas para desapegar, comer, conversar, comer, comer e desapegar. Sim, porque comida não faltou! E nem coisas para irem para novas mãos, corpos e mentes! 

Simplesmente não tenho palavras para descrever a sensação de poder fugir um pouco da roda de consumismo, de poder encontrar pessoas tão dispostas quanto eu a trocar e parar de guardar coisas que não fazem mais sentido para si e que podem ganhar novo sentido para outras pessoas. Sim, foi uma das experiências mais incríveis e gratificantes da minha vida! Ver que é possível sim encontrar alternativas ao capitalismo selvagem! 


Outro dia estava lendo sobre o quanto o descarte de tecidos é complicado e polui o ambiente. Eu não acho que nenhuma de nós simplesmente jogaria tanta coisa boa no lixo... Eu mesma faço doações bem frequentes de coisas que não quero mais. Porém é bom saber que existem mais alternativas do que a gente imagina pra tentar prejudicar um pouco menos nossa mãe Terra.

No final das contas, só posso dizer que estou feliz. Extremamente feliz! Não só porque "ganhei" coisas novas incríveis (e sim, embora eu não seja consumista, é bom poder renovar o guarda-roupa de vez em quando... sem gastar dinheiro e sem contribuir com o mercado é um milhão de vezes mais gostoso), mas por ver que existem pessoas tão dispostas quanto eu a fazer as coisas de uma maneira um pouco diferente. Aos poucos a gente pode ir mudando um pouquinho o mundo!

Obrigada, meninas, pela tarde incrivelmente leve e deliciosa que passamos juntas no nosso primeiro bazar! Gratidão enorme a vocês e ao Universo por ter colocado cada uma em minha vida! Obrigada, obrigada, obrigada! 

Namastê!


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Fiz vinte seis - o que aprendi até agora


Eu acredito que maturidade tem pouco a ver com idade e muito mais relação com a forma como lidamos com as experiências pelas quais passamos e nossa capacidade de observar e aprender com as experiências das pessoas à nossa volta. Por isso vejo muita gente nova que se mostra muito mais amadurecida do que pessoas que já passaram por muito mais coisas na vida. E também por isso acredito que argumentos que envolvem idade não fazem muito sentido.

Terça-feira foi meu aniversário. 26 anos. Mais perto dos 30 do que dos 20. Como esse tipo de data traz muitas reflexões, decidi compartilhar com vocês algumas das coisas que aprendi ao longo do tempo e que, de algum forma, foram úteis pra mim.

1) Aprendi a me importar cada dia menos com a opinião dos outros. Existem situações em que o que fazemos afeta outras pessoas e por isso é preciso levar o ponto de vista delas em consideração, mas na maioria das vezes o que decidimos para nós e a forma como levamos nossa vida diz respeito apenas a nós mesmos e não faz sentido nos importarmos com o que os outros pensam ou dizem se eles não estão sendo afetados pelo que fazemos. Nem sempre é fácil, mas ser honesta comigo mesma sempre me faz sentir que estou no caminho certo. 

2) Aprendi a seguir meu coração. A sociedade tem muitas receitas prontas sobre como devemos levar nossa vida e quais são os objetivos que uma pessoa deve alcançar ao longo de sua existência. Sempre achei isso tudo muito limitado e limitador. Por isso levo minha vida de acordo com o que acredito e, de forma geral, isso é muito diferente do que a sociedade prega. Por isso o ponto 1 é tão importante pra mim. 

3) Aprendi que o minismalismo pode me tornar uma pessoa melhor. Entre muitas coisas, o minimalismo me tornou uma pessoa mais consciente em relação ao sistema capitalista e como ele pode afetar negativamente o mundo. Isso me fez perceber que o tipo de vida que quero viver não é essa que a maioria das pessoas está acostumada a viver. Dizem que se todo mundo fosse minimalista o mundo entraria em colapso. Não tenho dúvidas de que a crise atual do sistema seria muito pior, porque hoje, pelo menos, as pessoas ainda querem consumir, embora nem sempre possam. Mas eu acredito que crises existem pra que seja possível rever antigos modelos e modificá-los. O consumo desenfreado só traz vantagens a quem já tem um mundo de privilégios. Ao cidadão comum, esse "american way or life" só serve para gerar dívidas e mais dívidas. E é por isso que eu fujo disso como o diabo foge da cruz! 

4) Aprendi que o conhecimento é umas das coisas mais importantes e valiosas que alguém pode acumular. Por isso nunca me conformei com o afunilamento do conhecimento. O mundo profissional parece exigir cada vez mais especializações e cada dia mais as pessoas sabem muito de quase nada e não é esse tipo de conhecimento que desejo pra mim. Obviamente é necessário escolher um caminho a seguir rumo a ele, mas eu não me limito a isso. Gosto de conhecer outras coisas e me aventurar fora da "minha área". Por isso gosto tanto de documentários e me interesso por assuntos tão diferentes uns dos outros.

5) Aprendi que outra coisa muito valiosa que podemos acumular são experiências. Seja com viagens ou dentro de nossas própria cidade é sempre maravilhoso fazer coisas diferentes e aprender ao máximo com elas. Por isso tento nunca me limitar ao que faço rotineiramente e busco sempre coisas diferentes. 

6) Além disso, uma terceira coisa extremamente valiosa - e que nunca é demais - são os relacionamentos que estabelecemos com as pessoas. Desde a adolescência, eu sempre tive um cuidado muito grande com minhas amizades e com a forma como trato cada pessoa que passa pela minha vida. Talvez isso se deva ao fato de que não fui uma criança ou adolescente muito popular, eu não tinha muitos amigos. E isso me ensinou o valor que cada pessoas individualmente tem em nossas vidas e por isso nunca deixo de dedicar um tempo àqueles que quero bem. 

7) Aprendi que a vida é muito curta pra desperdiçarmos apenas com estudos ou trabalho. Afinal de contas a gente nunca sabe como vai ser o dia de amanhã. A vida profissional é importante, mas como já falei em texto anteriores, está longe de ser a coisa mais importante na vida (pelo menos pra mim). Por isso, vocês nunca me verão dedicando 100% do meu tempo à isso, simplesmente porque a vida é muito maior do que a nossa necessidade de fazer dinheiro ou mesmo de acumular conhecimento (sim, tenho amor pelo conhecimento, mas também tenho amor por muitas outras coisas, especialmente por pessoas).

8) Aprendi que a forma como as pessoas lidam com o que falamos ou fazemos com elas é responsabilidade nossa, mas também é responsabilidade delas. É preciso cuidado no trato com as pessoas. Não podemos agir como se nossas atitudes não tivessem consequências ou como se pudéssemos falar o que bem entendemos sempre. As pessoas tem sentimentos e histórias de vida que não podemos nem imaginar (por mais que às vezes as conheçamos muito bem). Mas ao mesmo tempo não somos responsáveis pela forma como elas encaram as coisas se tomamos todos esses cuidados. Eu percebo que muitas pessoas tem atitudes exageradas em muitas situações e nós não temos controle sobre isso. Por isso, se temos a consciência tranquila de que agimos da melhor maneira possível pra não ferir os outros, não somos culpados caso isso aconteça.

9) Aprendi que não temos direito de tentar mudar ninguém. As pessoas são como elas são e só vão mudar quando elas quiserem essa mudança. Você pode conhecer alguém que sempre tem relacionamentos destrutivos, alguém que sempre se joga de maneira pouco saudável nos relacionamentos, alguém que acha que pode tratar as pessoas como bem entender e etc... muitas são as possibilidades de características de pessoas que você tem vontade de ajudar, mas por mais que você fale, isso só vai acontecer quando elas mesmas perceberem a necessidade de mudança. E isso pode nunca acontecer. Cabe a você aprender a lidar com isso. Afinal de contas as pessoas que tem algumas características que você considera problemáticas podem ser as mesmas que se divertem com você ou que se mostram presentes quando você precisa. Então quem deve aprender a lidar com isso é você - não são elas que devem mudar porque você acha que isso é o melhor pra elas. 

10) Como esse texto tá ficando grande demais, vou acrescentar só mais um ponto. Aprendi que ser feminista e me orgulhar disso é uma das melhores coisas que me aconteceu. Mas é difícil conviver diariamente com as pessoas que não enxergam o machismo que ainda existe na sociedade. Tão difícil quanto é lidar com pessoas que se dizem feministas, mas que na verdade são apenas "femistas" ("femismo" é o contrário de machismo). A luta por igualdade é - e vai continuar sendo - uma luta diária e muito maior do que qualquer pessoa ou movimento, por isso vou ter sempre orgulho de acreditar na igualdade!

domingo, 16 de novembro de 2014

Falta de tempo?!


Esta semana tomei uma decisão importante: não alego mais falta de tempo pra ninguém a não ser que seja estritamente necessário. Sei que já escrevi sobre isso outras vezes, mas nessa sociedade tão rápida e em que o que vale é estar sempre ocupado, nunca é demais lembrar que o que importa mesmo na vida são as pessoas. 

Todo mundo está tão preocupado em parecer ocupado e demandado o tempo inteiro que esquecem de olhar o outro. Sinceramente? Eu não acho que seja falta de tempo. É tudo questão do que priorizamos e do que não nos importa tanto. Não sou dessas que fala que se uma pessoa não te procura ou não tem tempo pra você significa que ela não se importa com você. Não necessariamente. Pode até ser que se importe. Mas se a moda do momento é estar sempre com a agenda cheia, muita gente se inclina a isso como se fosse o certo a fazer. Essas pessoas podem não ter se esquecido só de você. Muitas vezes elas também se esqueceram de si mesmas.

Sabem, carreira é importante, ser bem sucedido, construir a vida que se deseja. Mas o que importa de verdade na vida não é nada disso. Quando você morrer ou estiver quase morrendo, nada disso vai ser relevante. É por isso que disse diversas vezes e repito: o que importa na vida são as pessoas, são as relações que construímos com o outro. 

Acredito que cada um de nós está no mundo para ser feliz. Não acredito que a felicidade não seja deste mundo. Acredito que ela é. Mas o problema é que a maioria busca nos lugares errados: busca nas coisas, no ter. Quando na verdade a felicidade estar em ser: está dentro de cada um. E não nos esqueçamos que o outro deve estar dentro da gente. É por isso que além de dentro de nós, ela está no outro: em amar o outro, em construir relações felizes em todos os âmbitos. 

O mundo é um lugar incrível! Quando você interioriza isso em cada cantinho é possível encontrar felicidade. Em cada pequeno ser da natureza, porque o outro não é só o humano. Tudo o que existe na natureza é de uma beleza e perfeição indescritíveis. Talvez se olharmos mais para isso, se deixarmos a falta de tempo de lado e nos tornarmos pessoas observadoras e que se importam com o outro (no sentido mais amplo possível), possamos ser cada dia mais felizes - e sem nos importarmos tanto com as coisas materiais (lógico que existe um "mínimo existencial", mas qualquer coisa além disso é um tanto desnecessária - taí um assunto pra outro post). 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Gosto mesmo é de quem cuida da própria vida.


Tem gente que gosta tanto de olhar pro umbigo alheio que esquece do próprio. É chato. É cansativo. Dá preguiça. Parece que a especialidade de algumas pessoas é apontar características alheias que elas consideram erradas ou desagradáveis. Costumo dizer que já tenho trabalho suficiente com a minha própria vida, estou vivendo e não tenho tempo de cuidar do que é do outro e não me diz respeito. Tenho visto situações assim com bastante frequência. Felizmente quase nunca é comigo. Mas sempre fico me perguntando porque as pessoas gastam energia e tempo com coisas assim. 

Sei lá, minha energia positiva e o tempo que tenho pra mim e para os que amo é tão precioso pra ficar gastando com coisas pequenas e mesquinhas que prefiro não fazer parte disso. É lógico que não sou santa e por vezes me pego falando o que não devia (acontece com mais frequência em pensamento do que em ação propriamente dita), mas decidi que quero cada vez mais me policiar. Claro que é mais fácil policiar a fala, mas espero chegar num ponto em que nem pensamentos desse tipo cheguem na minha mente. 

É o minimalismo permeando a minha vida internamente: quero cortar tudo que não vale à pena. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Quase 6 meses


Gente! Daqui a uns dias vou completar 6 meses do meu "1 ano sem compras" (dia 17). Não caí em tentação nenhuma vez! Na verdade pra mim tem sido muito fácil, porque eu nunca fui uma pessoa consumista, não tenho desejos incontroláveis de comprar. Só livros, mas como tenho vários em pdf pra ler no Kindle e evito ir à livrarias (a minha preferida é a Saraiva e morro de preguiça de ir no Shopping) também não tem sido difícil. 

Me pergunto se o fato de ser fácil pra mim, e isso tornar bem menos desafiador, se eu não deveria simplesmente deixar pra lá... Estou com uma vontade enorme de comprar uma blusa há meses (baratinha para os padrões brasileiros!). Penso em abrir apenas uma exceção pra ela já que não é uma vontade repentina, já está dentro de mim há muito tempo. 

Gostaria da opinião de vocês que também se interessam por vida simples e minimalismo. Devo deixa o projeto pra lá por não ser desafiador o bastante, ou devo apenas abrir essa exceção? Ou ainda, devo esquecer a blusa e seguir com a minha vida já que não preciso efetivamente dela? 

Estou bastante inclinada a abrir só uma exceção.

Ps.: Minimalismo não é só algo legal sobre o qual gosto de ler, mas um estilo de vida que sigo e quero seguir sempre mais, por isso essas reflexões são importantes pra mim. 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Se a moda mesmo é ser ocupado, eu escolho estar fora de moda


Quantas vezes a resposta à perguntas do tipo "como você está?", "como foi seu dia?" e "vamos marcar alguma coisa?" é "estou sem tempo" ou "estou ocupado" e variações? Quase sempre, certo? Porque a moda hoje é estar sempre com a agenda tão cheia que não seja possível fazer nada que fuja das (supostas) obrigações. Se você não for um sujeito ocupado o bastante (ou antes, bastante ocupado) você jamais será considerado bem sucedido. Será taxado de preguiçoso ou de vagabundo e daí pra pior. 

O que as pessoas parecem não entender é que ser "bem sucedido" não é um conceito universal aplicável a todas as pessoas da Terra. Sinceramente? Pode até não ser sua opinião, mas pra mim esse conceito é e deve ser pessoal. Só você sabe o que veio fazer no mundo. E se sua missão, o que faz seu coração pulsar, for algo como ajudar aqueles que você ama a alcançar o que eles acreditam que seja sucesso pra eles? Você vai ser obrigado a se inclinar às engrenagens do mundo e arrumar um emprego que lhe garanta um bom salário e falta de tempo eterna? 

Que me desculpem aqueles que acreditam que sim, mas eu não acredito. E digo por mim: eu não gosto de ter uma agenda cheia de falsas prioridades e que me impeça de fazer coisas que amo e que me fazem bem. Pra mim, prioridades são pessoas e relações. E a partir do momento que não tenho tempo pra elas, a coisa toda chamada vida perde o sentido. Se todo mundo realmente parasse pra pensar quais são suas prioridades o mundo poderia estar bem melhor. O problema é que está todo mundo sem tempo pra pensar. 

Todo mundo parece querer se sobrecarregar para ter a (falsa) sensação de ser extremamente importante e de seu trabalho ser visto como altamente relevante. Se você parar pra pensar, nem é bem assim. As coisas vão continuar acontecendo, o mundo vai continuar girando e as engrenagens vão continuar se movimentando e se encaixando mesmo que você decida ir mais devagar. 

Alguns diriam que sou muito nova e estou começando. Mas é justamente por isso que gosto de pensar e repensar sobre esses assuntos. Não quero cometer os mesmos erros que vejo tanta gente infeliz (e ocupada) cometendo por aí. Eu quero uma vida mais simples e tranquila. E já tenho buscado isso no meu dia-a-dia. Tenho sido bastante feliz desse jeito. 

Acho que todos deveriam experimentar. Afinal, ao contrário do que muitos defendem e acreditam, o mundo não me parece um campo de batalha em que você precisa buscar sempre ser melhor que o outro . O mundo é, sim, pra você buscar se superar e isso não envolve levar uma vida corrida e irrefletida. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Resoluções de ano novo!?



Sim, elas funcionam! Mas eu prefiro chamar de objetivos que, pra mim, soam mais palpáveis e concretizáveis. Pelo menos quando você decide listar resoluções possíveis de serem cumpridas (e que realmente fazem parte dos seus desejos reais e não de qualquer coisa que a sociedade "exija" de você).

Pra provar isso, vou relembrar minhas resoluções do ano passado: 
  • Estudar as áreas que me interessam (especialmente Direitos Humanos e Direito Internacional - Direito Constitucional também, se minha monografia for mesmo sobre o que tenho pensado) - é... nisso não fui bem... Rs
  • Viajar!!!! - preciso comentar algo sobre esse? 
  • Ficar mais tempo offline (ou seja, PRECISO "desviciar" do maldito facebook! É um atraso de vida ficar naquilo o dia todo) - Sim, continuo viciada, mas sinto que tenho um pouco mais de controle que tinha ano passado.
  • Continuar com esse blog, que é meu xodózinho (e em Janeiro faz um aninho! Primeiro blog meu que dura. Rs) - não só continuei como tenho surpresas e objetivos a serem colocados em prática em breve :D
  • Me tornar cada dia mais minimalista (é o fim da compra de supérfluos e do cultivo de sentimentos desnecessários!) - bom... tirando que fiz algumas compras no intercâmbio, consegui continuar com esse processo rumo ao minimalismo e à vida simples (e tenho cada dia mais certeza de que quero isso pra mim)
  • Começar o bendito Yoga - comecei e me apaixonei ainda mais! Quero isso pro resto da vida!
  • Fazer mais exercícios - a Mariana sedentária agora começou até a correr.
  • Estudar fotografia! - fiz uma matéria de Fotografia Instrumental na Artes e to cada dia mais apaixonada.
  • Ir à Machu Pichu - esse ficou pro ano que vem :)
  • Ler cada vez mais (literatura!) - me apaixonei novamente pelos livros :DDD
  • Continuar minhas leituras em blogs sobre minimalismo, feminismo, fotografia e blogs literários - acho que só deixei um pouco a desejar em relação aos dois últimos nesse segundo semestre... 
  • Trabalhar minha paciência com pessoas que são diferentes de mim - isso eu diria que to tendo que fazer imenso, como diriam os portugueses.
  • Fazer minha poupança ficar o mais gorda possível (pra viajar! rs) - to aqui na Zoropa né, gente :D
  • Me dedicar ao que considero mais importante nessa vida que são as relações que estabelecemos com os outros - tentei fazer isso ao máximo esse ano e tive ainda mais certeza de que é isso que importa pra mim.
  • Comprar um Kindle ou iPad (vale colocar desejos consumistas em resolução de ano novo?) - bom, se vale, meu filhotinho Kindle ajudou na volta do amor pela literatura :D
  • Praticar consumo consciente (não comprar marcas que utilizam trabalho escravo e  nem que fazem testes em animais) - infelizmente me esqueci desse objetivo...
  • Me tornar uma pessoa melhor (ambicioso esse. hahahaha) - esse é um objetivo/projeto pra vida inteira sempre ;D
(Objetivos para 2013)

E já que provei pra mim mesma que é possível cumprir objetivos/resoluções de final de ano, é hora de fazer os de 2014, afinal o ano está no finzinho. Vale dizer que nem os de 2013 estavam e nem os de 2014 estão em ordem hierárquica.

  • Formar! É, gente... está chegando o final.
  • Fazer uma boa monografia.
  • Estudar uma outra língua (italiano? francês?)
  • Viajar (mochilão! Machu Pichu!)
  • Ler, ler, ler
  • Estudar fotografia
  • Poupar (pra viajar e casar - calma, mor, não to botando pressão... imagina... hauhauhauhau)

  • Continuar me dedicando aos relacionamentos, cultivar amizades etc.
  • Continuar com o yoga e a corrida, talvez fazer uma outra coisa (bem queria aprender Kung Fu...)
  • Continuar minimalizando
  • Preparar surpresinhas para esse bloguinho que tanto amo!

  • Me tornar uma pessoa melhor (sempre e sempre)
  • E por fim, mas não menos importante: começar o projeto de UM ANO SEM COMPRAS! Sim, quero muito, acho perfeitamente possível e estou muito empolgada! 
Esses são meus objetivos. 2014 será um ano incrível, basta fazermos com que ele seja assim :D E vocês, já fizeram suas resoluções de ano novo? 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Trabalhar 8h por dia?

De uns tempos pra cá venho questionando a necessidade de se trabalhar demais, de se ganhar muito bem e comprar coisas apenas para satisfazer uma necessidade criada por meio de um marketing bem feito. Esse american way of life está bem longe de ser o que eu quero pra mim. Sempre esteve. Depois do minimalismo então... mais ainda. 

Mais do que dinheiro, bom mesmo é ter tempo pra fazer o que realmente vale à pena nessa vida, que é estar com pessoas amadas. E para isso pode-se gastar bem pouco. É por isso que não quero me render a essa vida projetada por outros para atender ao sistema. Eu quero ser feliz antes de qualquer coisa. E isso inclui não ser fissurado por um trabalho que toma todo o meu tempo (independente de se trabalhar ou não no que se gosta, é preciso não esquecer que a Vida vai muito além disso).

Eu quero meu amor, meus amigos, minha família. Quero meus hobbies, quero cuidar de mim e quero não ser uma louca que prega por aí que "tempo é dinheiro". Tempo é muito mais do que isso. Tempo é o que temos agora. E ele passa rápido. Como passa... 

Daí vem a tal da Lei de Parkinson nos dizer que quanto mais tempo temos para fazer uma coisa, mais tempo demoraremos para fazê-la. É a famosa arte de enrolar que praticamente todos nós dominamos. A contrario sensu, se temos pouco tempo, daremos um jeito de fazer aquilo naquele tempo e, acrescento ainda, que normalmente fica mais bem feito, porque precisamos fazer com mais atenção, já que não teremos como corrigir ou refazer depois. Eu sou um exemplo vivo de quem faz melhor quando tem menos tempo.

Alguns trechos para refletir:

"As grandes empresas não ganharam seus milhões promovendo honestamente as qualidades dos seus produtos, elas ganharam ao criar uma cultura de centenas de milhões de pessoas que compram bem mais do que precisam e tentam afastar insatisfação com dinheiro.
 (...)
 Pessoas saudáveis e felizes não sentem que precisam de muita coisa que já não tenham, e isso significa que elas não compram um monte de porcarias, não precisam de tanto entretenimento e acabam não assistindo a tantos comerciais.
(...)
A não ser que você seja uma verdadeira anomalia, o seu estilo de vida foi previamente projetado".

Esses trechos são de um texto que me fez sentir nessecidade de escrever isso por aqui, porque tem é tempo que penso sobre isso... Vale à pena ler: O seu estilo de vida já foi projetado.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Simplicidade.


Simplicidade. É isso. Não preciso de muito pra ser feliz. Só eu e você. Amigos. Musica. Livros. Comida simples e boa. E um cantinho só nosso cheio de paz. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Eu não vou me render às engrenagens do mundo.


O mais importante na vida são as relações, os laços que criamos com as outras pessoas. Todos nós precisamos parar. Parar com a correria, com a necessidade de acumular dinheiro, bens, sentimentos ruins. Precisamos parar também de nos comparar com o outro. Os caminhos do outro são exclusivamente dele. Não podemos traçar nossa vida com base nisso. Cada um sabe o que faz o próprio coração pulsar, cada um sabe o que almeja para si, ainda que não saiba como alcançar isso. E se a gente não sabe exatamente o que quer, está tudo bem também. Muitas pessoas passam a vida sem saber e vivem vidas infelizes, fazendo coisas que não significam nada para elas além de uma fonte de sustento. Então, para nós, que somos jovens, vale muito mais ir traçando nossos caminhos lentamente e descobrindo o que nos fará felizes. Eu não sei você, mas não quero simplesmente ser uma pessoa que acumula. Pelo contrário. Eu quero SER e não ter. O mundo já dá valor demais ao ter. Eu não preciso dar também. 

Eu não sei porque estou escrevendo isso. Hoje o dia me rendeu uma ótima conversa. Por isso estou aqui. Pra tentar colocar em palavras tudo aquilo que me vai no coração quando penso em futuro. Já fui muito angustiada com isso. Como se o futuro profissional fosse a única coisa importante na vida. E não é. Está longe de ser. Como disse no começo, o que conta mesmo, o que vamos levar com a gente depois que morrermos, são os laços que criamos, as pessoas que passaram pela nossa vida e o que pudemos fazer por elas e junto com elas. 

Então, de nada adianta ter um futuro profissional brilhante, se você não souber cativar pessoas. E quando cativamos de verdade alguém, temos aquilo pra vida inteira. E se for verdadeiro, é isso que vai nos fazer levantar quando necessário. 

Esta ficando tudo meio confuso. É que meu pensamento não está linear. Só gostaria de dizer, que o mais importante na vida é mantermos o nosso coração sereno. Quando ele está assim, as portas começam a se abrir. Quando temos a capacidade de fechar os olhos e enxergar de olhos fechados, é aí que está o segredo. É só assim que encontramos nossos caminhos. 

Não é fácil viver acreditando nisso. Por vezes, o mundo parece que vai nos engolir. Mas é preciso. Do contrário, corremos o risco de ficar infelizes como a maioria das pessoas parece ser. E eu não desejo isso nem pra mim e nem pra ninguém que me cativou. O mundo pode tentar nos destruir, pode tentar nos colocar na roleta russa da vida pra ver se a gente sobrevive, mas se não acreditarmos que esses valores estranhos que têm vigorado no mundo são o que importa, esse mundo não vai conseguir nos deter. Precisamos de sonho. Sempre. Por isso, o que eu desejo, é que você nunca perca a capacidade de sonhar. 

Eu não vou me render às engrenagens do mundo. E torço para que você também não se renda.


Texto dedicado à Priscilla.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Minimalizar os sentimentos.


É bem isso mesmo. O que já não vale mais a pena, não deve ser mantido. Sejam coisas, sentimentos ou pessoas. E não se trata de ser fria. Trata-se, apenas, de saber avaliar o que te faz bem e o que já não faz mais.

:D

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Becoming Minimalist - The Beginning

Não me perguntem o porquê do título em inglês. Talvez seja influência por ter lido tantos textos e blogs sobre minimalismo em inglês (embora todos os que relacionei no Miscelânea sejam em português). Bom, vamos aos fatos: 

O Minimalismo surgiu há pouco mais de 20 dias em minha vida. Por meio de um depoimento pessoal que li no facebook me interessei e comecei a pesquisar sobre o assunto. E olha, tem MUITA coisa sobre isso na internet, muitos blogs, muitas pessoas que resolveram aderir a esse "estilo de vida" e compartilham suas experiências e acabam inspirando outras pessoas a seguir caminhos semelhantes. É incrível pensar que eu nunca tinha me deparado com isso. 

Para alguns talvez pareça precipitado começar a mudar tão rápido não tendo nem um mês que comecei a pesquisar sobre o assunto. E minha ideia inicial era transformar essa ideia em um dos objetivos principais de 2013. Porém, não preciso de data marcada pra começar a ser quem eu quero ser. Além disso, sou ansiosa. Quando descubro algo que faz meu coração bater mais forte, que me faz pensar que talvez essa coisa agregue valor à minha vida (no caso, me faça mais feliz) não tenho paciência pra esperar. Então nesse final de semana eu comecei. Comecei uma revolução. 

Sim, eu quero revolucionar a minha vida e a forma como enxergo a realidade. 2012 está sendo um ano de muitas mudanças internas e de muito aprendizado. Sinto que estou me reencontrando! E não apenas isso. Estou também encontrando a pessoa que quero ser. E vou me esforçar para sê-lo. E o Minimalismo talvez seja uma das grandes partes da pessoa que almejo ser. 

Bom, mas pra quem não faz ideia do que estou falando: "que porra é essa de Minimalismo?" Como não tenho a pretensão de definir algo a que "um sem número de pessoas" começou a aderir, preferi tirar uma breve (brevíssima!) definição de um texto que estou terminando de ler:

“Minimalism is about getting rid of the things in your life that don’t add value so you can focus on the things that do. Beyond that, it’s a person-by-person set of rules.” (http://wandrlymagazine.com/lifestyle/minimalism/)

Tradução livre minha (rs): "Minimalismo significa se livrar de coisas em sua vida que não agregam valor para que você possa se ​​concentrar nas coisas que o fazem. Mais do que isso seria apenas um conjunto de regras colocadas de pessoa para pessoa". (Não está literal. Tentei pegar mais o sentido da coisa juntando com tudo que li do que a literalidade da definição. Traduzir é difícil, gente! hahaha)

Acho que o Minimalismo é uma forma de enxergar a vida, de simplificar as coisas e de optar por não fazer parte de um consumismo desenfreado que leva as pessoas a cometerem loucuras. Sempre busquei enxergar felicidade nas coisas simples da vida e sempre me irritou essa gente que só pensa em dinheiro. Por isso acredito que de certa forma, mesmo antes de eu saber que existia, o Minimalismo já estava um pouco dentro de mim. Só precisava colocá-lo pra fora. E é isso que vou fazer.

Comecei pelo exterior. Fiz uma arrumação no meu quarto que nunca tinha feito igual. Comecei sexta-feira e só fui terminar no domingo. Demorou umas 15 horas. E a sensação no final foi de leveza. Leveza por ter me livrado de um guarda-roupas que há muito tempo já me envergonhava por ter tanta coisa diante de pessoas que não têm nada e leveza por ter me livrado de tantos materiais de uma faculdade que está longe de ser o meu sonho. Tudo está mais organizado e vazio. Ainda não tenho a pretensão de ter um guarda-roupa de 30 peças (http://www.everydayminimalist.com/?p=1500) - não tenho estrutura e nem as peças-chave que são necessárias pra isso. Mas me livrei de muita coisa. Até contabilizei tudo:

(peça / "coisa": antes / depois)


Roupas:

- vestidos: 15 / 11 
- blusas de manga comprida: 16 / 04
- blusas de manga 3/4: 08 / 05
- blusas de manga curta: 30 / 18
- blusas sem manga: 28/ 15 
- blusas tomara que caia: 02 / 02
- blusas de frio (lã): 09 / 05
- moletons: 04 / 03
- outros casacos e blusas de frio: 05 / 03
- "camisas": 04 / 03
- calças jeans: 06 / 04
- leggings: 07 / 05
- saias: 07 / 05
- shorts: 15 / 07
- calças de "ficar em casa" (vulgo "feias" hahahaha): 02 / 01
- camisolas: 08 / 05
- pijamas: 02 / 02
- boleros 02 / 02

- cachecois: 04 / 03
- meias-calça: 06 / 04
- tops: 03 / 01
- chapéu / boina: 02 / 02


Total: 185 / 110 (salvo erro de cálculo). Ainda tem coisa em excesso, mas já foi um avanço tremendo! Quase metade do meu guarda-roupa foi embora (não sem um comentário da minha mãe: "tem certeza que vai doar isso tudo?" " Tenho, mãe. Absoluta")


Bijouterias:
- colares: 17 / 09
- brincos: 35 / 18
- aneis: 05 / 04
- pulseiras: 09 / 04

Total: 66 / 35. Quase metade. Yay \o/


Make-up:

- pinceis: 08 / 04
- batons, brilhos, gloss: 12 / 07
- rímel: 04 / 02
- delineador: 01 / 01
- lápis: 01 / 01
- sombras: 08 / 04
- pó compacto: 01 / 00
- apontador: 01 / 01
- blush: 01 / 01
- paletas 03 / 02 (vale dizer que a maior paleta foi pra doação, as que ficaram são beeeem menores)

Total: 40 / 23 


Sapatos (nunca fui o tipo de mulher viciada em sapatos):

- botinhas: 02 / 02
- sapatilhas: 03 / 02
- All Star: 03 / 02
- sandálias de salto: 03 / 03
- rasteirinhas: 04 / 03
- chinelos: 02 / 02
- tênis: 01/ 01
- "sapatênis" (não sei definir esse tênis que não é tênis): 01 / 01
- botas: 03 / 02

Total: 22 / 18


Bolsas (também nunca tive esse vício): 08 / 05



Eu duvido que alguém leia esse post, porque tá ficando enorme. Mas ele serve também pra mim, pra eu guardar como foi o começo dessa transformação de mentalidade e de vida. 

Sei lá, acho que vale muito a pena se desapegar do que não agrega valor à nossa vida. Sejam coisas ou sentimentos. Isso é importante até mesmo para que possamos nos apegar ao que vale a pena, sejam pessoas, hobbies, sonhos. Enfim. To curtindo demais essa vibe. 

Ainda não descobri qual é o meu sonho maior. Mas já sei o que não quero. E sei aonde quero que meu sonho me leve, seja ele qual for. Estou buscando. Sempre.

:)

Imagens pra inspirar:


Materiais de faculdade e outros (antes)




Quase tudo pro lixo.



(Depois)



Guarda-roupa (antes):







 (Depois) 



 (Parece cheio como antes, mas é que blusas que estavam nas gavetas e na outra parte do armário passaram pra cá pra ficarem mais organizadas)




  
 O caos instalado:



Coisas pra doação mega desorganizadas:



Coisas para doação já bonitinhas para serem levadas:



Maior post de todos os tempos! hahaha


domingo, 26 de agosto de 2012

Uma experiência: de "cara lavada".


E já que o Miscelânea é sobre o que eu quiser que seja, estou aqui pra contar uma experiência: decidi abandonar a maquiagem por um mês e tem uns 15 dias que estou nessa. Saio todos os dias de "cara lavada", nem olheiras eu tento esconder (só o protetor solar que não pode faltar, né, gente? Isso não é capricho. Rs). O motivo? Um pouco de preguiça, um pouco de vontade de ver como seria.

Acho um saco essa coisa de se maquiar todos os dias e tirar tudo antes de dormir. E aí eu era mestre em dormir de maquiagem. O resultado que eu veria no futuro se continuasse assim certamente não me agradaria.

E não é que gostei (e muito!) de abandonar a queridinha da maquiagem? Sim, ela nos deixa mais belas. Mas também nos dá um trabalho danado. É uma delícia chegar em casa e só lavar o rosto com sabonete, sem nenhum trabalho extra.

Mas pra ser sincera, o mais legal disso tudo não é o tempo que ganhei pra ler meus livros e observar o que é lindo nesse mundo. O mais legal mesmo foi ter que me acostumar comigo mesma. Não dava pra ficar sem maquiagem e me olhar no espelho pensando que tenho "cara de minhoca" quando estou sem lápis de olho. A expressão fica por conta da minha mãe. Rs No fim das contas, acabei me achando bonita sem precisar cobrir defeito nenhum. Simplesmente sendo eu mesma.

Pode parecer exagero, mas não é. De fato, depois desses 15 dias, eu me sinto mais confiante ao me olhar no espelho. Me sinto mais "Eu" e mais próxima da pessoa que quero ser. Se eu pudesse dar um conselho de beleza para as minhas amigas seria este: abandonem a make e comecem a gostar mais de vocês como são. O resultado é lindo.

Depois que esse projeto de um mês terminar, a minha ideia é não abandoná-lo. Nada de maquiagem todos os dias porque eu continuo preguiçosa. E acho que cada vez mais quando o assunto é estético. Mas eu continuo tendo minhas paletas e corretivo e base e rímel. Aí eu posso usar quando for a uma festa ou sair a noite. E só. Porque no dia-a-dia serei só Eu, de "cara lavada", com "cara de minhoca" ou não. Mas Eu. Sempre. E agora não estou falando apenas de maquiagem.

A experiência vale muito a pena! :)